Pesquisa e Inteligência de Marketing Feminino
Categoria: Notícias | Tags: Sexo
Discretas, porém decididas, as mulheres estão cada vez mais consumindo conteúdos adultos na rede, segundo dados da última pesquisa realizada pela comScore divulgada em junho de 2010 sobre hábitos de consumo dos internautas. Ainda que em níveis mais baixo que os homens, a participação das mulheres já é bastante representativa e em poucos anos se consolidou em diversos meios, trazendo, por exemplo, novas exigências e modificações em produções de vídeos do gênero. Na Internet a privacidade e a diversidade são os principais atrativos.
Na TV, o consumo de conteúdo adulto por parte das mulheres se manifestou em canais a Cabo, como os da “Playboy do Brasil Entretenimento” (Sexy Hot, For Man, Playboy TV, Playboy TV Movies, Venus e Private). A pesquisa encomendada pela empresa e que foi realizada pela primeira vez em 2005, tinha o objetivo de verificar, dentre outros fatores, o perfil de seus telespectadores . Neste ano o público feminino respondia por 30% do total só no canal Sexy Hot. Ao ser refeita em 2009, porém com todos os canais da empresa, a mesma pesquisa apontou o crescimento desse público para 51%, o que revelou as mulheres como suas maiores consumidoras.
Com a intenção de atender às demandas da audiência feminina foram criados programas específicos para esse público (“Zona Quente” em 2004 e “Boa de cama” em 2007) e selecionados filmes com conteúdos que as agradem mais, com enredos mais elaborados e produções mais caprichadas. Séries, Reality Shows e programas de adulto “soft” também são alguns exemplos dos produtos veiculados que tinham como objetivo explorar a sensualidade, característica bastante valorizada pelas mulheres.
Estas modificações em produtos específicos refletiram no aumento do consumo e da audiência destes canais. Observou-se que os filmes tradicionais desta categoria de conteúdo, especificamente criados para atender às fantasias do público masculino, não as agradavam. O erotismo para a mulher significa insinuar e simular, muito mais do que explicitar.
Segundo dados da ABEME – Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico – divulgados em 2009, o mercado de filmes eróticos é de domínio masculino que representa 80%. Entretanto, o caminho encontrado pelas mulheres para selecionar melhor e ter mais acesso a esses filmes foi a internet. Através da web elas podem preservar sua privacidade (pois não correm o risco de serem vistas comprando DVD’s eróticos) e se sentem mais a vontade para buscar enredos que as agradem mais.
O aumento do consumo no mercado erótico por parte das mulheres, para alguns especialistas, se deve a influência da mídia que há alguns anos vem promovendo debates e discussões sobre o tema.
Mesmo com os números de consumo feminino de conteúdo adulto em constante ascensão, as produções nacionais de filmes voltados para elas ainda é baixa. Os programas que abordam temas sobre sexualidade / saúde sexual, entretanto, foram algumas das categorias que apresentaram bons resultados e agradam a esse público.