Mulheres começam a fumar mais cedo e têm mais dificuldades de largar o vício

Postado por sophiamind em 01/09/2010 às 13:20

Categoria: Notícias | Tags:

Para as jovens das décadas de 70 e 80 o tabaco era um símbolo de emancipação e liberdade. Para as que nasceram e viveram em décadas anteriores fumar era motivo de vergonha e desrespeito social. Finalmente, para as jovens de hoje é um símbolo de inclusão, conseqüência da educação (ou falta), estímulo social e mercadológico ou apenas por curiosidade. Como um reflexo das inúmeras liberdades conquistadas pelas mulheres das últimas décadas, o tabagismo entre elas têm aumentado no decorrer das últimas décadas. Segundo dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer – , as mulheres estão começando a fumar mais cedo, entretanto elas são duas vezes mais propensas a deixar o vício os homens.

A Pesquisa especial de Tabagismo revelou que, entre os jovens, as mulheres fumam duas vezes e meia menos que os homens, porém essa diferença cai conforme há alteração na faixa etária. A proporção de jovens que começam a fumar antes dos 15 anos é 22% maior no sexo feminino em todas as regiões do Brasil.

Além dos inúmeros prejuízos que o vício do tabaco traz a saúda, também são consideráveis os impactos no orçamento doméstico. Segundo o estudo do Inca, em uma residência em que um casal com idade entre 45 e 64 anos é fumante, os gastos mensais com cigarro chegam a R$128,00 por mês e podem chegar a R$1.543,20 por ano na região sudeste. As famílias mais pobres (21,3%) e de baixa instrução (25,7%) são as maiores representantes do total de fumantes no Brasil, fato que traduz o ciclo vicioso entre pobreza e tabaco.

Mulheres lideram as tentativas de deixar o vício

Nas últimas décadas foi registrada uma queda no consumo de tabaco, e a tentativa de interrupção do vício nos últimos 12 meses se manifestou em 45,6% da população fumante, segundo dados do Inca. Desse total, as mulheres são as que mais buscam ajuda apresentando maior tendência a largar o fumo. A relação de gênero de quem procurou o Programa de antitabagismo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal é de 16 mulheres em cada grupo de 20 pessoas.

Mesmo com a positividade deste alto índice de procura por tratamento, a ciência aponta como desvantagem as condições orgânicas femininas, pois a dificuldade de largar o cigarro está ligada a questões hormonais, vício psicológico, medo de engordar ou ao próprio vício da nicotina. Os prejuízos trazidos a saúde das que começam a fumar na adolescência estão relacionados a doenças como o câncer, que tem 30 vezes mais chances de se manifestar antes dos 30 anos de idade.

Alguns dos motivos que motivam o abandono do tabagismo por parte das mulheres são a maternidade, a vaidade e a busca pelo bem estar.

A indústria do tabagismo de olho no mercado feminino

Em todo o mundo são aproximadamente 200 milhões de mulheres fumantes (9% da população mundial feminina) e este público vem chamando a atenção das indústrias tabagistas, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). Apenas 26 países seguem rigorosas políticas de controle e proibição de estratégias de publicidade para cigarros.

Para atrair mais o olhar das mulheres e estimular o consumo de cigarros cada vez mais precocemente, algumas empresas estão utilizando o que a OMS chamou de “estratégias agressivas” de publicidade e marketing. No Japão, por exemplo, circulam embalagens cor-de-rosa e no Egito com formatos de caixas de perfume.

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Comentário (1)

  1. Alan Melo disse:

    Gostaria de saber como faço a citação deste artigo em minha monografia?

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