“Cadeirinha” e “bebê-conforto” aquecem as vendas em varejistas

Postado por sophiamind em 31/08/2010 às 14:59

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Entretanto, famílias enfrentarão dificuldades para garantir segurança e cumprimento da nova lei de trânsito

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 1,2 mil crianças morrem por ano no Brasil vítimas de acidentes de trânsito. E com o objetivo de redução destes números o Conatran (Conselho Nacional de Trânsito), através da resolução 277 que entrará em vigor em 1º de setembro de 2010, determinou o uso obrigatório da “cadeirinha” e do “bebê-conforto” nos bancos traseiros dos automóveis para o transporte de crianças de 0 a 7 anos.

As mães que geralmente fazem o transporte dos filhos ao colégio, às compras e outras atividades são consideradas por psicólogos mais práticas e cautelosas, além de exigirem cada vez mais veículos com itens de segurança, como constatado pela pesquisa realizada pela Sophia Mind sobre o Mercado Feminino de automóveis. Segundo o estudo “O uso do carro como extensão da casa e os conflitos no trânsito” da psicóloga Neuza Corassa, 81,7% das mulheres usam o tempo que estão dirigindo para se socializarem, e a comunicação com os filhos é uma dessas práticas.

Para garantir a segurança das crianças, muitos pais, atentos ao prazo da lei que entrará em vigor, já garantiram seu cumprimento realizando a compra destes equipamentos de segurança. Isso refletiu no aumento das vendas nas grandes varejistas em até 300%, como no caso de lojas do grupo Pão de Açúcar.

Mas, ao que tudo indica, as famílias que possuem carros de fabricação anterior ao ano de 2009 deverão ser mais cautelosas e terão mais trabalho, tanto para o cumprir a lei quanto para garantir a segurança de seus filhos. Isto se deve ao fato de que a média da maioria da frota brasileira que está em circulação é de atualmente 15 anos, ou seja, a maioria dos cintos de segurança do banco traseiro é de dois pontos.

Além de enfrentarem os altos preços para a aquisição da “cadeirinha” ou do “bebê-conforto” – os valores variam de R$ 260 a R$ 1,2 mil – as famílias proprietárias de veículos mais antigos terão dificuldades para encontrar fabricantes de produtos que se adéqüem as suas condições, pois apesar do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) garantir que já existem empresas com projetos de cadeirinhas para cintos de dois pontos e que sua aprovação não será difícil, a lei entrará em vigor antes que os produtos estejam disponíveis no mercado.

Por enquanto, o Denatran garantiu que os motoristas não poderão ser multados caso os equipamentos para carros com cintos de dois pontos não tenham sido aprovados pelo Inmetro, entretanto quem os compram não tem a garantia de se realmente são seguros. Geralmente as fabricações para estes cintos, que já são proibidos em grande parte do mundo, não são aprovadas porque a cabeça e o tronco da criança ficam sem sustentação.

Outra solução oferecida, porém sem grandes garantias, é a troca dos de cintos de dois por de três pontos que, além do processo de instalação não contar com nenhuma especificação técnica, é desconhecido se o equipamento irá suportar o peso do impacto de uma possível colisão.

Mesmo com preços elevados e com a promessas da diminuição destes, é significativo o aumento do consumo dos equipamentos de segurança para as crianças. Entretanto ainda há um mercado muito grande, o de proprietários de automóveis mais antigos, que além de terem a preocupação pelo cumprimento da lei, prezam pela segurança e bem estar de seus filhos. Deste público as mães seguramente são as mais atentas, pois além de serem consideradas mais cautelosas e prudentes no trânsito, a elas ainda é designada a tradicional tarefa de proteção do lar e da família.

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